Geraldo, patativa e acauãs. Da linhagem nobre que nos deu Patativa do Assaré, Azulão, Zé Limeira e outras acauãs da poesia nordestina, Geraldo do Norte faz versos como quem faz vida: na guerra renhida entre os apelos do espírito e a vontade de comer. É pobre, como todos os poetas citados, mas um milionário das palavras - tem um cofre cheio delas, cada uma mais bonita do que a outra.

(Luis Pimentel - Jornalista)

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Saudações, Poeta:
    Meu querido amigo Geraldo do Norte, fiquei bem feliz e ainda mais orgulhoso quando abri sua página na internet. Parabéns, ficou ótima! Continue nesta caminhada! Você está no caminho CERTO!!! Sei que não tem sido fácil, mas você é um guerreiro vencedor e, como você mesmo fala, "A vida só e dura para quem é mole," que não é o seu caso. E eu posso afirmar isto como poucos, pois como tenho acompanhado esta batalha nestas últimas décadas!
    É isto aí, meu amigo. VAI FUNDO, POIS NÃO EXISTEM LIMITES PARA O HOMEM QUE TEM A CAPACIDADE DE SONHAR!!!!!

Abraço, Demétrio Perez

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    Parece que foi Menotti Del Picchia quem disse: - "Para mim, são poetas todos os que consigam fazer realmente poesia e não apenas versos".
    Geraldo, para mim, é uma das gratas e auspiciosas revelações de elevadíssima expressão de poeta e artista inspiradíssimo que eu conheço. Tudo o que escreve atinge em cheio a própria alma e a sensibilidade de todos nós que podemos conviver com seu trabalho. Ele consegue ir além dos limites das vivências bravas, corporificadas nos velhos cantadores e violeiros bardos rústicos do nosso sagrado chão catingueiro.
    Parabéns Geraldo e que o nosso Padim Cícero te proteja sempre.

(Luiz Vieira - Radialista, Poeta e Cantador)

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    "É injusto dizer que Geraldo do Norte é um dos maiores poetas regionais do Brasil. Porque ele é mais do que isso. A pungência de sua poesia, sua oralidade, a música que nos confia, os versos que parecem ir sozinhos pelo ar até alcançar nossos ouvidos, tudo faz crer que Geraldo é um dos maiores nomes da nossa Literatura Popular Brasileira desde Catulo, desde sempre".

(Marceu Vieira - Jornalista)

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    Sou uma das pessoas menos indicadas para falar de Geraldo do Norte. Primeiramente porque o conheço há muito, desde os tempos em que nada se sabia de seu fabuloso talento e eu já o admirava como pessoa e como artista. Instituições estas que se consolidavam pela dignidade e pela sua enorme capacidade de luta pela sobrevivência, sua e de sua família, aí incluindo mulher, filhos, netos - e por que não? - seus animais, uma clã alternativa de cães, bezerros, gatos, galinhas, bicharada pastoreada nas caatingas de seus sonhos e na invernada de seu quintal. Em segundo lugar, por admitir-me como uma espécie de seu fã número um. E convenhamos, fã número um e    i n t e i r a m e n t e     s u s p e i t o.

(Adelzon Alves - Radialista e Produtor Musical)

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Geraldo Por Geraldo
    Muita carne de sol e muito queijo de manteiga ainda hei de comer para chegar à base de dois monumentos da arte do verso: Patativa de Assaré e Jayme Caetano Braun. Ainda tatearei muito escuro para alcançar, como numa brincadeira de "cabra cega", a essência de um Zé Laurentino, de um Chico Pedrosa... Um Amazan...Um Jessier Quirino.
    Agradeço comovido as palavras generosas de meus amigos, mas peço a luz de um Zé da Luz, rogo a Rogociano, mendigo a paixão de Catulo Cearense e imploro as asas do Menino Passarinho, não para atingir o Olimpo dos Deuses nordestinos, mas para ser reconhecido na minha exata dimensão: um simples Poeta Matuto.

(Geraldo de Norte - O Poeta Matuto)